O relógio do Museu D'Orsay
ATRAÇÕES PELO MUNDO,  França

A História da arte em 3 museus de Paris

Que a cidade luz respira arte em cada esquina todo mundo sabe! Porém, saibam também, que é possível viajar por toda história da arte visitando os três mais importantes museus de Paris! Certamente, o Louvre, o D’Orsay e o Pompidou formam uma trilogia imperdível. Se procuras uma viagem no tempo, achastes o túnel.

Talvez, muitas pessoas ainda não saibam que as obras distribuídas nestes 3 museus estão organizadas em ordem cronológica. Portanto, uma oportunidade fantástica para aqueles que desejam aprender uma pouco mais sobre arte e perceber a sua evolução ao longo dos séculos.

Acima de tudo, o mais legal de uma visita a uma atração turística é entender o que está sendo visto. Assim sendo, compreender como a arte evoluiu ao longo do tempo torna-se fundamental para uma visita proveitosa.

Por exemplo, porque será que quando saímos do Louvre e entramos no D’Orsay observamos uma drástica redução no tamanho das telas? Seria mera coincidência? Será que as obras estão organizadas nesses museus de forma aleatória? Estaria o Código de Hamurábi no nível -1 do Louvre e as telas de Delacroix no nível 1 por mero acaso?

Embora não tenha qualquer pretensão em me aprofundar nos diversos movimentos artísticos, tenho certeza que breves considerações sobre os estilos das obras que se encontram nesses museus irão mudar completamente sua visão durante as visitas.

O Louvre – O mais famoso museu de Paris

Provavelmente, o museu mais famoso do mundo. Conta com um gigantesco acervo composto por esculturas, joias, objetos diversos e quadros mega valiosos. Aqui iremos encontrar obras desde antes do nascimento de cristo (muito antes mesmo!) até a metade do Sec. XIX, por volta de 1.845.

Arte antiga no Louvre

A brincadeira começa no setor de arte Egípcia há 4.000 anos a.C. (isso mesmo, na era pré-histórica!). Acima de tudo, essa área esta recheada de artefatos de uso diário ou para rituais religiosos, sarcófagos e também esculturas. Cabendo destacar a Esfinge de Tanis (Séc. 26 a.C.!!), a Colossal Estátua de Ramesses II (1.279-1.213 a.C.) e O Escriba Sentado (2.600-2.350 a.C.).

Também na mesma linha vem o setor de arte Greco, Romana e Etrusca partindo do período neolítico e alcançando o Séc. VI d.C.. Principalmente com a predominância de esculturas e artefatos. Da mesma forma, o setor de arte do Oriente Médio abrange quase 900 anos de história da humanidade.

Arte medieval no Louvre

Continuando pelo túnel do tempo dos museus de Paris, chegamos a Idade média (Séc. V a XV) representada por um vasto acervo de pinturas, fortemente influenciada pela religião católica. Certamente, com predominância dos estilos Românico (que nada tem a ver com Romano! rs), Bizantino e Gótico.

Arte na Era Moderna

Finalmente, alcançando a Era Moderna temos a predominância dos estilos Renascentista, Barroco e Rococó. Um verdadeiro deleite com obras de da Vinci, Rafael, Michelangelo, Vermeer, Botticelli, Caravaggio, dentre muitos outros importantes pintores aqui presentes. Desta forma, inicia-se no museu a representação da arte clássica.

Posteriormente a revolução Francesa, encontramos artistas mais recentes como Delacroix, Delaroche e Louis David – O pintor oficial de Napoleão Bonaparte (É mole?). Assim sendo, praticamente encerra-se a primeira parte dessa viagem pelos museus de Paris, no Louvre, até o ano de 1.848. E não por acaso, em 1.848! Alguém arrisca dizer o que estava rolando nessa época?? Quem apostou na Revolução Industrial, quase acertou (por alguns aninhos, é claro kkk).

Quer saber mais sobre o Louvre? Clica aqui e veja como organizar a sua visita em um guia completo das masterpeaces .

Museu D’Orsay – A era Impressionista nos museus de Paris

Filho da Revolução industrial, da fotografia e da luz, surge em meados do Séc. XIX um movimento artístico que revolucionou de uma vez por todas a história da arte no mundo. Acima de tudo, o crítico de arte Louis Leroy jamais poderia esperar tamanha repercussão daquele movimento que pejorativamente denominou de Impressionismo.

Portanto, o museu D’Orsay em Paris é o templo da produção artística Impressionista, pré e pós-impressionista até o início do Séc. XX. Aqui viajaremos, dando continuidade a nossa odisseia pelos museus de Paris, no universo colorido de Monet, Manet, Cezanne, Degas, Van Gogh e tantos outros!

Primeiro de tudo, há de se destacar como este museu de Paris está organizado. Quando você entra no D’Orsay, e não é por acaso, ao seu lado direito estarão as obras que vieram do Louvre e que conservam os traços das escolas de artes clássicas. Por outro lado, a sua esquerda estarão as primeiras obras que começam a destoar dos regramentos da escola clássica – As obras pré-impressionistas!!

Ao passo que você vai subindo nos 04 níveis do museu, será possível constatar a completa transição da arte clássica para a escola impressionista. E finalmente, no último nível, encontramos as obras já caracterizadas como pós-impressionismo, a exemplo de Gauguin e Van Gogh (que aliás foram parceiros e rolou o maior babado entre os dois! Mas, isso é assunto para outro post).

Características do Impressionismo

As telas começam drasticamente a reduzir de tamanho, afinal os impressionista saíram dos estúdios e passaram a pintar na rua (ou nos barcos!) para poderem “captar a luz” e transpô-la para suas telas. Basta confrontar as telas do D’Orsay com as enormes telas de Delacroix que estão no Louvre, por exemplo!

Os efeitos da luz na paisagem e nos objeto é um ponto chave para esta escola artística. Sendo assim, o tempo disponível para concluir uma tela era bem limitado. Afinal, o padrão de iluminação solar sobre um objeto muda com o passar das horas e com as estações do ano (Já reparou como a foto de um objeto feita ao meio dia produz cores diferentes de uma foto tirada ao amanhecer??). Como resultado, surge uma segunda característica marcante dessa escola – Aqueles traços rápidos que parecem rabiscos.

Outras características a serem observadas, são a ausência de contornos na pintura e a utilização de cores puras. Em outras palavras, isso que dizer que, ao invés de misturar um pigmento vermelho com um amarelo para obter a cor laranja e por na tela, o impressionista imprimia na tela um fino traço vermelho e outro amarelo (lado a lado) para deixar seu cérebro fazer a mistura e perceber a cor laranja! Fantástico, não é mesmo?

Uma grande dica para este museu é que olhe as telas primeiramente de perto, depois se afaste e perceba como a sua percepção é afetada em distancias maiores! Na minha opinião, ao lado do museu Escher in het palais – Em Haia, este foi um dos mais bacanas que já conheci. Segue o baile, sem trocadilhos com “O baile no moulin de la Galette” de Renoir…

Centro Pompidou

Centro Pompidou em Paris, vista externa do prédio.
Centro Pompidou, Paris.

A partir de 1920, com o rompimento das fronteiras impostas pelas escolas de artes clássicas pelo impressionismo, começaram a surgir diversas escolas de arte que ficaram comummente denominadas de arte moderna. A bem da verdade, em torno de 1905 já havia produção artística enquadrada como arte moderna.

Portanto, o Pompidou é o museu em Paris que abriga obras desse período histórico até os dias atuais (arte contemporânea). Seu acervo, com mais de 1.300 títulos distribuído em 7 níveis, conta a presença de nomes ilustres a exemplo de Matisse, Picasso, Dali, Kandinsky, e outros tantos importantes nomes da história arte.

Sendo assim, é possível contemplar gêneros como o Cubismo, Expressionismo, Favismo, Surrealismo, arte abstrata e tantos outros.

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